ALAGOAS

Seduc distribui 150 mil módulos do ‘Escola 10’ para estudantes do Ensino Fundamental

Texto de Texto de Lucas Leite

Com o intuito de fortalecer as redes estadual e municipais de ensino, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) iniciou a distribuição de 150 mil módulos do Programa Escola 10. Com questões referentes à Língua Portuguesa e Matemática, as cartilhas são entregues aos estudantes do Ensino Fundamental​.

 

De acordo com a gerente de Articulação Institucional da Seduc, Ana Márcia Cardoso, os módulos foram cedidos pelo estado do Paraná e a rede estadual de Alagoas orienta a utilização do material para os professores.

 

“Dos 150 mil módulos, 75 mil deles são de Matemática, com resoluções de problemas, e os outros 75 mil de Língua Portuguesa, com textos e descritores. As questões são semelhantes às encontradas na Prova Brasil, para o estudante se familiarizar e obter um bom resultado”, explica Ana Márcia.

A gerente avalia ainda a importância do momento de socialização entre secretários municipais de Educação, diretores das unidades, coordenadores de ensino e articuladores, promovido durante o I Encontro de Acompanhamento do Programa Escola 10, entre os dias 5 e 7 de julho.

 

“O encontro fortaleceu a socialização que vem ocorrendo desde o início do Escola 10. Os módulos distribuídos, inclusive durante o encontro, podem ser utilizados pelos professores em atividades complementares, como, por exemplo, oficinas de ensino”, conclui.

 

No Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada (Cepa), a primeira escola a receber as cartilhas foi a Teotônio Vilela. Os professores conferiram o conteúdo do material e os distribuíram para os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental.

 

“Os temas estão bem divididos, com resumos introdutórios que facilitam o trabalho do professor e auxiliam o entendimento dos alunos. Como os alunos poderão levar as cartilhas para casa, eles terão mais contato ainda com os conteúdos”, avalia a professora de Matemática Érica Patrícia.

 

Para a professora de Língua Portuguesa, Ana Paula dos Santos, a melhoria só é possível graças ao grande avanço realizado pela Seduc. “O material é de uma ótima qualidade, com várias ilustrações e charges que facilitam o entendimento e interpretação textual. A cartilha dá um suporte imenso para os alunos e a ajuda a suprir a carência deles, além de torná-los mais críticos”.

 

Iniciativa – O diretor da Teotônio Vilela, Cássio Costa explica que, antes da distribuição das cartilhas, a escola decidiu criar o próprio material, que atende aos estudantes de todo o Ensino Fundamental.

“Como gestão, tomamos a iniciativa da confecção e socialização do nosso material prévio, que integrará tudo aquilo que está sendo distribuído pela Seduc, como um complemento. A nova cartilha, por ser entregue aos alunos, fortalece o sentimento de pertencimento que eles têm pela escola”, afirma.

 

Daylthon Alexandre da Silva, que confeccionou o material da Teotônio Vilela, conta que, além da escola, uma cópia do módulo foi entregue à Gerência Regional de Educação (Gere) para beneficiar mais escolas da rede.

 

“As ações estão sendo intensas na escola. Semanalmente, fazemos um exercício de fixação para desmistificar as avaliações externas. A cartilha distribuída pela Seduc vai auxiliar bastante o nosso trabalho. Percebemos que o Escola 10 está dando o suporte necessário e que as escolas têm abraçado a iniciativa. E o melhor é que o programa não vai só proporcionar bons índices, mas formar melhor os cidadãos e isto é o mais importante”, conclui Daylthon Silva.

 

Escola 10 – O programa consiste em uma grande mobilização que visa melhorar a rede pública de ensino e os índices educacionais. Com um investimento de R$ 30 milhões, a união entre as redes municipais e estadual pretende garantir os direitos de aprendizagem dos estudantes.

O programa, que tem as ações direcionadas aos estudantes do ensino fundamental (3º, 5º e 9º anos), estabelece as seguintes metas: garantir que todos os alunos da rede pública estejam alfabetizados em Língua Portuguesa e Matemática até o final do 3º ano do ensino fundamental; reduzir os índices de analfabetismo, evasão escolar e distorção idade-série (atraso escolar); melhorar a aprendizagem de estudantes do 5º e 9º anos e aumento do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

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